Jovem coleciona medalhas e destaca impacto da Mandacaru em sua trajetória olímpica

Com apenas 13 anos, Lucas Fernandes de Freitas já construiu uma trajetória de destaque nas olimpíadas de conhecimento. Natural de São Paulo (SP), o estudante do 9º ano do Ensino Fundamental II do Colégio São Francisco Xavier acumula medalhas em todas as edições da Olimpíada Mandacaru de Matemática das quais participou — um feito que reflete dedicação, curiosidade e paixão pela disciplina.

Lucas conheceu a Mandacaru em 2022, enquanto explorava novas competições acadêmicas na internet. “Eu tinha descoberto o mundo das olimpíadas em 2021 e estava procurando outras oportunidades quando encontrei a Mandacaru. Logo quis participar”, relembra. Naquele ano, ainda no 5º ano, inscreveu-se no nível Cajuína e conquistou sua primeira medalha: um bronze que marcaria o início de uma jornada promissora.

Desde então, o estudante não deixou de participar da olimpíada e celebrou conquistas em quatro edições consecutivas, entre 2022 e 2025. “Me sinto extremamente orgulhoso. A cada medalha, fico ainda mais motivado a estudar e participar de olimpíadas”, afirma. Apesar dos diversos resultados, ele destaca a primeira medalha como a mais especial: “Foi minha primeira participação e eu ainda estava conhecendo esse universo. Aquela conquista me deu confiança para seguir.”

O interesse de Lucas pela matemática vai além das salas de aula. Ele se encanta pela lógica e pela “beleza dos números”, além de reconhecer as oportunidades que as olimpíadas proporcionam. “Hoje, muitas universidades oferecem vagas olímpicas. É uma chance que eu não poderia deixar passar”, explica.

Sobre a Olimpíada Mandacaru, o estudante destaca um diferencial importante: a valorização da cultura nordestina. “As provas não trazem apenas matemática e raciocínio lógico, mas também um toque cultural. Você se sente imerso no Nordeste durante a prova, o que torna a experiência única”, comenta. Para ele, a competição tem um papel importante no incentivo aos estudos e pode gerar impactos significativos na vida dos participantes.

Nem sempre o caminho foi fácil. Lucas lembra que sua primeira prova foi especialmente desafiadora, principalmente por ainda não conhecer o estilo da competição. “Eu estava inseguro, mas respirei fundo e fiz a prova. Conquistar a medalha de bronze naquele momento foi muito importante”, conta. A experiência contribuiu para o desenvolvimento de sua autoconfiança — algo que ele considera essencial para novos desafios.

Essa evolução já trouxe novos resultados expressivos. Recentemente, Lucas conquistou medalha de ouro nacional na OBMEP, uma das principais competições de matemática do país. Ele acredita que a Mandacaru teve papel fundamental nessa conquista: “A confiança que desenvolvi participando da olimpíada foi essencial.”

Para outros estudantes que pensam em participar, Lucas deixa um recado direto: “A inscrição é fácil, o custo é acessível. É uma experiência única que pode abrir muitas portas. Você não tem nada a perder e tudo a ganhar.”

A história de Lucas reforça o impacto transformador das olimpíadas científicas e mostra como iniciativas como a Olimpíada Mandacaru de Matemática podem despertar talentos, ampliar horizontes e inspirar novos caminhos.

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